Sair de uma estrutura menor para uma estrutura maior, visando atender melhor. É isso?
Ariel Medeiros: De certa forma, sim. Todo o processo pelo qual a Forche passou foi mais complexo, mas esta simplificação condensa a ideia, o conceito por detrás das mudanças. Logística, estocagem – e dentro deste item são vários itens delicados em nosso dia-a-dia como manuseio, armazenagem (com empilhadeiras), disposição dos acessórios e catalogação do estoque – tudo isso foi cuidadosamente antecipado para que nós pudéssemos, a partir de uma estrutura adequada, agir no mercado com mais eficiência, rapidez e efetividade, garantindo a satisfação máxima dos clientes. Para isso, também não medimos esforços em renovar nossa frota de entregas, com seis carros para São Paulo e outros dois no CD de Goiás.
Nisso tudo, a ampliação da carteira de clientes também foi pensada?
WT: Não somente o crescimento do número de clientes, mas a garantia de uma equipe de vendas (representantes) que pudesse atuar de forma plena, garantindo um resultado para além de nossos objetivos.
Como isso se deu?
WT: Veja, nossa estrutura antiga teve de ser mudada totalmente e, para isso, duas coisas foram muito importantes: um novo sistema de software para gestão da empresa e um sistema de telefonia versátil. Do primeiro, conseguimos uma interação com os representantes – mesmo longe da sede, em suas unidades de negócios (escritórios) – o sistema os permite acessar de qualquer lugar, bastando uma conexão com a internet. Desta forma, eles podem (durante as visitas a clientes) acessar estoque, verificar disponibilidade de itens (em São Paulo ou em nosso Centro de Distribuição, em Goiânia) e emitir os pedidos. Na parte interna, agregamos ainda o novo sistema de leitura em código de barras, para controle de estoques. Outro avanço foi a central de telefonia, que dá uma opção do cliente contatar nossas unidades de negócios ou a sede de qualquer lugar do Brasil, tornando a relação muito mais dinâmica.
Hoje em dia, o mercado tem vivido um “boom” de crescimento, especialmente no mercado de pickups e SUVs – sem contar os carros menores “híbridos” ( meio passeio, meio offroad, como Ecosport, Crossfox e Aircross) -, onde o interesse do público consumidor e seu crescente poder aquisitivo tem alavancado a atuação das montadoras, que se aproveitam do momento para lançar cada vez mais modelos de veículos e conceitos de acessórios. Como vocês pretendem se posicionar, frente a esta tendência e aos novos horizontes no mercado?
WT: A renovação das parcerias com os fabricantes – nossos fornecedores – foi um ponto crucial para que pudéssemos olhar para este novo mercado como uma oportunidade real, possível para a Forche. Estamos em constante contato com os nossos parceiros, inclusive estimulando-os a inovar e buscar o desenvolvimento de novos produtos, sempre à medida em que as tendências se cristalizam em desejo por parte dos consumidores. E mais: buscamos constantemente novidades – o desenvolvimento da linha de acessórios em aço inoxidável (inclusive para a pickup Amarok, um lançamento) é uma destas iniciativas, bem como a busca por acessórios de qualidade, que em sua colocação não afetem a originalidade do carro, ou então a afetem minimamente.
Cite um exemplo…
WT: Nós adquirimos uma pickup Hoggar (Peugeot) para mandar aos nossos parceiros/fabricantes, com o intuito de que eles desenvolvessem os acessórios – e vale destacar o trabalho de nosso fornecedor de protetores de caçamba, que fez um acessório melhor do que o original de fábrica: enquanto o protetor original precisa de aparafusagem e furação na lataria do carro (comprometendo a originalidade), nosso acessório é somente de encaixe – justo e perfeito, sem folgas, sua aplicação é livre de modificações e/ou adaptações que comprometam a estrutura original do veículo.
Então, foi mérito do projeto do fabricante…
WT: Mais do que isso - foi sua perfeição na medição das proporções, modelagem e manufatura do produto que fizeram da peça um acessório considerado ideal, melhor que o original. Tanto que temos inúmeros clientes concessionários, que vendiam o produto de outra marca (fornecedora original) e ficaram assombrados com a qualidade da nossa peça, que não precisa de um furo sequer para aderir à caçamba. Este produto tem saído muito para as redes concessionárias.
E é pela vivência de vocês no mercado que vocês enxergam essas demandas?
WT: Sim. Nos primeiros anos da empresa, nós trabalhávamos com autopeças e, quando fizemos a transição para os acessórios, fizemos questão de atuar com uma loja de varejo. Ali eu coordenei a instalação de inúmeros produtos nos mais diversos veículos, e pude entender como pensa o instalador e o que espera o consumidor, seu cliente. Foi uma escola: eu fiquei na loja por três anos, entrando debaixo de carro, buscando entender as dificuldades no processo de instalação. Nossa preocupação com isso hoje é tanta que nós temos um departamento técnico na rua, que cuida da garantia dos produtos e também de capacitar e qualificar (na medida do possível) os instaladores, nossos clientes.
Tudo isso em uma estrutura interna…
WT: Sim, tudo com pessoal Forche, que possui know-how na instalação dos acessórios de todas as marcas que nós trabalhamos.
As mudanças na Forche já estão finalizadas? Vocês já atingiram o patamar de crescimento estrutural e de participação no mercado desejado?
WT: Em termos de negócios, não – para nós, o céu ainda é o limite (risos). Nem queremos isso; queremos crescer sempre - nossa cultura de empresa é de estar sempre se movimentando, buscando algo que possa fazer a diferença e nos destacar no mercado. E em termos de estrutura também não atingimos ainda o nosso objetivo final – tanto que algumas novidades ainda estão por vir. Vocês não perdem por esperar.