Porém, há aplicabilidade do gadget para seu uso corporativo: ele vem com uma série de programas instalados como padrão, mas a verdadeira personalização fica a cargo do proprietário. E a realidade aparece: usuários corporativos são iguais aos domésticos, quando o assunto é liberdade de escolha.
Aplicação empresarial
Para quem o viu e ainda não o manuseou, qualquer tablet se parece com um e-reader, maior e mais desengonçado. É muita tela (apesar de touch-screen), e o acesso via toque, depois de um tempo, parece cansar (principalmente quem está acostumado a mouses e não a touchpads). Mas a má impressão acaba quando você o manuseia: leve, rápido nas respostas (em sistemas como o iOS, Android e Windows Phone 7 isso é evidente), surpreendente na facilidade do acesso à web, ele é – mais do que os smartphones – o state-of-art da mobilidade e da conectividade. Tudo é possível – desde baixar uma imagem, tratando-a e inserindo-a em uma apresentação de Powerpoint até a construção e/ou alteração de gráficos em softwares mais específicos, com vistas a um relatório mensal de desempenho ou prestação de contas. Para quem imaginava que os netbooks iriam ocupar este espaço, enganou-se redondamente – este últimos já tem seus dias contados, em função de um teclado pequeno (inviável) e uma tela minúscula (quase impossível de visualizar algo além de textos de Word e sua caixa de e-mails).
Acima de tudo, a grande vantagem do tablet é a visualização em uma tela ampla, passível de ser ajustada em qualquer lugar, em qualquer posição – seja deitado, sentado ou mesmo comendo, ele será o sucesso de inúmeros executivos workaholics (viciados em trabalho), incapazes de se separar de seu instrumento de trabalho.
Desafios
Porém, não é somente de flores o caminho dos tablets: o mercado abriu a porta para a diversidade de equipamentos, mas as corporações ainda insistem em amarrar uma excelente gadget em um pacote “estanque” de ferramentas: quem dá o melhor exemplo de como sabotar o sucesso de um tablet é o sistema Windows Phone 7. Por padrão, está tudo integrado ao sistema. Facebook? Tem. Gmail? Também, mas é aí onde mora o exagero: o sistema operacional se esforça demais em um processo que deveria ser o mais democrático e orgânico possível. Ou seja, liberdade à escolha do cliente.
Aplicação automotiva
Sinônimo de mobilidade e conectividade, os tablets também são alternativas muito eficientes para substituir aquele rádio/toca-fitas de 20 anos atrás em seu carro, ou para baixar manuais. Para isso, basta alguns fios, velcro e está instalado (de forma amadora, claro!) um multimídia em seu carro. Porém, como tem louco para tudo, já há usuários nos EUA que embutiram seu iPad no console do veículo. Para quem quiser ver este processo, há um vídeo (em quatro partes) no Youtube, mostrando o passo a passo da instalação. O endereço é:
http://www.youtube.com/watch?v=rSnIXfoSU6I&feature=player_embeddedVivirita