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texto por: Fábio R. Codellos / Waldyr Kopezky - fotos por: Arquivo RA
publicada em: 01/07/2011
   
         
Bepo: Meio século no mercado de acessórios
  Empresa – em vias de completar 50 anos de vida – celebra sucesso de sua trajetória e lembra de início nos anos 80, com linha de acessórios para caminhões.

         
 

Não é fácil imaginar as grandes marcas do nosso mercado atual tendo um início modesto ou pequeno. Mas é exatamente desta forma que a Bepo nasceu, nas mãos de seu fundador, José Rech ("Seu" Bepo era seu apelido) – um imigrante italiano – que começou focado nos acessórios para linha pesada (caminhões) e no plástico como matéria-prima básica. Em entrevista exclusiva, um dos sócios José Volnei Rech (dir. comercial) e Margarete Zaniol Rech (dir. marketing) nos contaram um pouco de como é fabricar mais de 3 mil itens para caminhões, pick-up's, SUVs e carros:

Como nasceu a empresa?
José Volnei Rech: Começamos atuando no segmento de pesados, vendo a necessidade de uma marca que fizesse acessórios adaptados para caminhões nacionais e importados. Fazíamos a adaptação de filtros de ar para fora, consertos de escapamentos, degraus para as cabines, etc.

E como foi o crescimento da Bepo?
Rech: Foi rápido, muito em função desse nosso pioneirismo de atuação – fazíamos coisas que o mercado pedia, e inovávamos no muito. Essa nossa vantagem de sermos os primeiros e o foco em qualidade na produção foram o diferencial, desde o início.

Quantos funcionários a empresa possui, atualmente?
Rech: Em todas as unidades (duas no RS e uma em SP), temos cerca de 1.100 funcionários.

     

Hoje, como é a sua atuação?
Rech: Fabricamos mais de 3 mil itens. Aqui, na fábrica de São Marcos (RS), fazemos a maioria dos produtos injetados (vacuum form). Já em Montenegro (RS) é feita a extrusão de chapas e, consequentemente, a maioria dos produtos em metal. Temos hoje uma produção mensal de cerca de 170 mil peças/mês

E qual é a destinação da produção?

Rech: Hoje, 60% vai para montadoras (OEM)…

…O que é surpreendente, para quem começou no Aftermarket.
Rech: Sim. Mas, veja: marcas como Peugeot e VW são nossos clientes com pedidos de cerca de 60 mil protetores de caçambas – é um mercado muito tentador, e nós nos voltamos para ele. Atendemos ainda outras marcas como Mercedes-Benz, GM, Iveco, em inúmeros itens – bagageiros, protetores de caçamba, etc. Temos hoje novos clientes, como a Nissan, sendo que tudo neste mercado OEM é muito bem pensado: nosso fornecimento será para a linha de pick-up's e linha pesada (peças e acessórios), com uma porcentagem ainda para outros mercados (exportação).

Ou seja, é tudo projetado e pensado de forma muito criteriosa…
Rech: E não poderia ser diferente, já que são parceiros muito grandes, players globais. Veja só, mesmo aqui na Bepo, nós já pensamos e projetamos metas para os próximos 50 anos…

Então, em vias de completar meio século vocês já pensam no próximo meio século de vida…
Rech: Exatamente. Pensamos muito na transformação de nossa produção e em reinventar nossos processos produtivos – bem como nossos produtos. Um exemplo disso é a nossa busca em pensar produtos recicláveis, produtos que possam revolucionar o mercado, sem agredir o meio ambiente. Um dos exemplos hoje deste processo de mudança são os nossos tanques de combustível – hoje temos uma produção de 20 mil/mês, e o ideal será fazer esta produção no futuro 100% em plástico verde. Toda nossa pesquisa está voltada (assim como é tendência em nosso mercado) para produtos sustentáveis. Hoje, não há como escapar disso. Mesmo na estrutura mais básica de nossas plantas há essa preocupação: nossos esgotos são 100% tratados – agressão zero ao meio ambiente. Temos ainda a pretensão de lançar uma linha voltada para o agronegócio / implementos rodoviários, e faremos isso em breve.

Qual será o foco imediato da empresa – isto é, para o segundo semestre de 2011?
Rech: Teremos o foco de produção no complemento das linhas de acessórios cromados para os novos veículos (carros de passeio) e a nova linha de caminhonetes da GM.

Num mercado tão dinâmico, deve ser difícil acompanhar as mudanças, não?
Rech: Para nós é mais fácil, já que fazemos em nossa fábrica a produção de 100% do ferramental. Portanto, fica mais rápido responder a tendências de mercado e direcionar a linha de produção para esta ou aquela demanda, sem perda de nossos princípios fundamentais.

E quais seriam?
Rech: Nós primamos por qualidade. Nosso produto tem que sair daqui com 100% de qualidade. É o que fez a nossa marca ser aceita no mercado: a certeza de produtos que agregam valor e qualidade. Só para se ter uma idéia disso: temos uma fatia muito grande de mercado nas cidades litorâneas do Brasil, onde os produtos (especialmente os feitos em metal, mas também os de polímeros) estão mais sujeitos às intempéries, ao tempo (clima) e temperatura. Nesse cenário a Bepo se destaca das demais marcas pela qualidade e durabilidade. Tanto que damos até 3 anos de garantia em algumas linhas de acessórios.

E como isso é conseguido – esse diferencial em qualidade?
Rech: Conduzimos testes internos em laboratório químico e laboratório plástico, com amostras das matérias-primas para identificar processos e tratamentos dos materiais que garantam sua qualidade e longa vida, sob quaisquer ambientes. Temos ainda um pós-vendas que visa detectar eventuais ocorrências, minimizando problemas e garantindo a satisfação total dos clientes. Só assim garantimos nosso espaço e conseguimos crescer, através dos anos.

Qual a meta de crescimento para este ano?
Rech: Queremos atingir 10% de crescimento, mantendo nossa tradição de confiabilidade.

E a concorrência?
Margarete Rech: Ela está em nosso mercado como está em qualquer ambiente. Com respeito, há espaço para todos. Sempre foi assim, e sempre será.

             
             
             
     
             
 
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