Já na concessionária, o que mais “pega” é o acessório básico – tapetes, protetores de carter, às vezes um farol de milha...Porém, se ganha no volume, pois tudo que é para a rede da marca segue sempre em grande quantidade.
Então, de três anos para cá você focou uma linha de som profissional, voltada para o varejo?
Sim, nós passamos a colocar na distribuidora uma linha de som mais voltada para a loja, mais completa.
E é fácil esta transição (da rede concessionária para o varejo)?
Para nós foi, porque nós só acrescentamos produtos. Não tivemos que nos reestruturar para atingir nichos. Passamos apenas a atender às demandas que o varejo de som e acessórios tinha, e foi muito natural.
Mas você teve que passar a dar serviço, também...
De certa forma. Havia uma demanda para vidros elétricos, e nós buscamos atender a isso, lentamente. Tanto que hoje nós somos montadores de sistemas de vidro elétrico, tanto para a rede concessionária quanto para lojas de varejo.
Porque o cliente...
Porque ele pede por isso. E principalmente na rede concessionária: ele não quer mais o carro “pelado” – ele quer vidro elétrico, ar condicionado, conforto. Então, as concessionárias detectaram esta demanda e nos chamaram para oferecer isso.
Porque tudo que sai com o carro da concessionária tem o apelo de ser “original” de fábrica...
Sim. Esta é uma vantagem muito grande, hoje em dia.
Qual a maior diferença entre o mercado hoje e o de 14 anos atrás, quando você começou?
Antigamente, o valor agregado era mais compensador – lucro maior, inadimplência mínima, era outra realidade. Hoje, não: a lucratividade é mais apertada, pagamos impostos adiantado, temos de ter uma estrutura maior (para atender melhor, senão a concorrência vai e atende), além de precisar lidar com a “obsessão” pela pronta entrega: tudo é “pra ontem”, ninguém mais lida com estoque – fica para a distribuidora o ônus pelo estoque, e é uma luta conciliar demanda e prazo de entrega. É um esforço grande de logística e foco nos negócios. |