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Uma empresa familiar, de sólida tradição no mercado de Osasco e da Grande São Paulo, que completa 37 anos expandindo seu trabalho para todo o Brasil, atendendo com uma equipe treinada e produtos de qualidade a preços competitivos.
Tudo começou em 1972 - com o sr. Alberto Moreno Lopes - em uma loja de ferramentaria na Rua Santa Ifigênia, no Centro de São Paulo. Em 1976, seu filho Edson muda o negócio para Osasco e foca o comércio em uma loja de caça e pesca (que existe até hoje).
Ele e seus filhos realizaram a transição para o negócio de acessórios, que alavancou o nome Center Lopes para o patamar que hoje ostenta, terminando 2008 como uma das grandes distribuidoras do território nacional e vendo a quarta geração já prestes a assumir a frente da empresa. “Pois é, logo meus filhos estarão aqui”, diz Edson Moreno Lopes Jr., homem da família à frente da Distribuidora. Ele falou um pouco sobre a trajetória da empresa à nossa reportagem. Veja a entrevista:
Como foi a transição do varejo para a distribuição, dentro da estrutura da Center Lopes?
Foi um salto natural, fruto do próprio crescimento do nosso varejo. A medida que a loja foi crescendo, passamos a buscar preço para manter a competitividade, e isso só era possível com a aquisição de grandes volumes de mercadorias junto a nossos fornecedores. Por isso – neste processo de compra alta – nós começamos primeiro a fazer um “atacadinho”, ou seja: preços diferenciados para lojas da nossa cidade e da região oeste. Isso foi crescendo, até que nós percebemos a vantagem de fornecer para outras cidades, outros estados.
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E hoje, como se dá a dinâmica dos negócios?
Hoje está completamente separado. Por fornecer para todo o território nacional, tivemos esta preocupação, até para não misturar. Somos fortes no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com um foco também na região oeste da Grande São Paulo.
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Interior do estado de SP e Sul...
Sim, mas em menor escala.
Como você vê o mercado, neste momento?
O mercado estava forte, vindo bem por todo 2008, mas com esta crise anunciada nos EUA e na Europa e a grande divulgação pela mídia, o Brasileiro ficou alerta e retraído.
Ela já chegou aqui, no seu entender?
Novembro foi um mês atípico, com redução nas vendas, mas nada alarmante. |
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Fruto de uma retração genuína, ou só o burburinho que espanta mercado?
Foi muito mais o burburinho. Você sabe como é: a TV – ao invés de estimular o mercado e os negócios - fica falando que a GM está quebrando, os Estados Unidos tão mal, a recessão está aí, e tudo isso deixa o mercado receoso. E aí ninguém oportuniza negócios, pois o receio de fazer dívida e ser pego depois num momento de transição, delicado, é grande...
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Então, quem tem, segura...
Isso. Prefere não correr riscos. E a gente perde oportunidades por bobagem. Vira uma bola de neve. Outra coisa é a dependência da venda de carros novos: se há vendas, há movimento nas lojas por acessórios. Da mesma forma, se há queda no desempenho das vendas da rede concessionária, nós também temos uma retração em nosso mercado. Está muito ligado. |
Você acha que a tendência de migração do usuário do carro novo – que num momento de crise tende a migrar para o mercado de semi-novos ou então opta pela reforma de seu carro usado – não possa compensar esta perda recente nas vendas?
É complicado. A crise é de crédito. Quem não compra carro, não compra novo nem velho. E também não compra acessórios. E a partir de janeiro tem uma redução forte de movimento...
Vai perder mercado?
A ação natural é de redução de mercado, fruto do começo do ano, fim de Festas, início de férias, também vai se somar uma retração nas ações. Entretanto, houve a redução de IPI, o que já estimulou as vendas de carros 0KM.
E como é que vai ficar?
Não sei, ainda. É um cenário de “pé no freio”, mas que a gente acredita que volte à normalidade em breve.
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Vai mudar alguma coisa na forma de atuar da distribuidora ou da loja da Center Lopes?
Não. Nós estamos numa curva ascendente e esperamos manter assim. Buscamos fortes parcerias em 2008 para iniciar o ano mantendo uma trajetória de crescimento, e é isso que projetamos para o ano que se inicia. Queremos deslanchar, já a partir de março.
E como vai acontecer?
Temos algumas novidades: vamos abrir um terceiro pavilhão de estocagem, vamos oferecer novos produtos e entrar com uma linha grande de som dentro da distribuidora (nosso forte sempre foi de acessórios para caminhonetes). Agora, teremos também alto-falantes, amplificadores, aparelhos, um mix de produtos mais amplo na distribuidora.
E como isso se deu?
Veja, só foi possível porque nós buscamos parcerias fortes com grandes marcas, em um acordo de fornecimento direto com fabricantes. Isso garante volume e preço.
Então, para sobreviver, a sua estratégia é ampliar e flexibilizar os negócios, com um mix amplo de som e acessórios?
Sim, correto. |
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E o mercado? Tem bons fabricantes, é fácil de lidar com as grandes marcas?
É um mercado bom. Nós já temos um expertise com a atuação da loja, onde a gente “mede” o mercado. A partir deste termômetro, nós transferimos a visão para o foco da distribuidora. Sony, Pioneer, nós sempre trabalhamos na loja. E bem.
Na sua visão de varejo, o que o mercado pede mais, nos dias de hoje?
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Se eu disser que é uma coisa só, vou estar mentindo. O mercado deu uma “explosão” neste último ano, e um bom exemplo é o DVD player – antes era caríssimo, só para alguns privilegiados. Uma nota preta. Hoje, nós vendemos DVD a preços em torno de mil reais. Barateou muito porque o som cresceu e diversificou demais.
E o mercado quer o quê, hoje?
Hoje, quem encosta o carro na loja pede um som completo. Pede um som top que tenha mp3, saída para IPod, alto-falantes mais potentes, até um amplificador...
E o fabricante que tem uma linha completa, então, sai na frente...
Sim, porque hoje ele com uma linha completa consegue atender a todas as minhas expectativas. Na distribuidora e na loja. E claro, o consumidor é o mais beneficiado.
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